Telegram pode ser bloqueado no Brasil em breve

Aparentemente a situação é irreversível para o Telegram, que deve ser bloqueado no Brasil. O mensageiro é alvo de apurações sobre disseminação de fake news, discurso de ódio e desinformação. Mas, sem responder às autoridades brasileiras, o mensageiro agora é foco do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está na mira de ao menos duas apurações, uma na Polícia Federal e outra no Ministério Público Federal. Cristino MeloMundo Conectado

Sem registro ou representante no Brasil o aplicativo de mensagens russo Telegram criado pelo misterioso Pavel Durov – que sumiu no mundo depois de bater de frente com o presidente Vladimir Putin – continua atuando livremente por aqui. Por abrigar neonazistas, fascistas, torturados, traficantes e outros criminosos, a plataforma já foi bloqueada em 11 países. A TRIBUNA

O TSE teme que o Telegram vire uma “terra sem lei” para a proliferação de milícias digitais nas eleições de 2022 e a possibilidade de banir o aplicativo no Brasil passou a ser observada. Diversos pré-candidatos na eleição de outubro têm investido no Telegram, atraídos justamente por não ter restrições de alcance e conteúdo, como o WhatsApp. RADAR 64

Telegram pode ser bloqueado no Brasil em breve, segundo especialistas

De acordo com investigadores na esfera cível e criminal que atuam nas apurações do caso, não existe saída além do bloqueio do Telegram no país. Um dos motivos seria a falta de contato dos responsáveis pelo aplicativo, que impossibilitaria a aplicação de multas e recomendações. O objetivo do bloqueio seria forçar os russos a dialogarem com o governo brasileiro.

E não é só no Brasil que o Telegram é alvo de investigação. Na Alemanha, por exemplo, as autoridades passaram a cogitar a suspensão da ferramenta para combater o extremismo após não obter resposta nos contatos feitos com a empresa.

Na Itália, a Autoridade de Proteção de Dados abriu uma investigação contra o aplicativo por deep fakes pornográficas, que é quando são criados vídeos e fotos eróticos com o rosto de outras pessoas. Diferentemente do Whatsapp, o Telegram permite a criação de grupos públicos e abertos, sem número máximo de integrantes, o que leva a um maior poder de disseminação das mensagens de todos os tipos.

Atualmente a sede do Telegram fica em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A equipe do Telegram teve que deixar a Rússia devido às regulamentações locais de TI e tentou vários locais como sua base, incluindo Berlim, Londres e Singapura.

Os órgãos do governo brasileiro como TSE, Polícia Federal e Ministério Público estão em um verdadeiro combate as fake news neste ano de eleições presidenciais. Recentemente, o Twitter anunciou a chegada de uma ferramenta que permitirá aos usuários brasileiros denunciar posts com notícias falsas na plataforma. Isso aconteceu graças a pressão que a rede social enfrentou da comunidade para implementar o serviço.

Além disso, os órgãos entraram em contato com as demais redes sociais e mensageiros, como Facebook, WhatsApp e TikTok para entender os mecanismos que eles estão disponibilizando. Todos eles têm cooperado e respondido os questionamentos, menos o Telegram. 

Tesla sem bateria bloqueia estacionamento de shopping por 3 horas

Um carro elétrico da Tesla ficou sem bateria na rampa do estacionamento do maior shopping center da Grã-Bretanha. O acesso, que é o único ao local, ficou bloqueado por 3 horas, provocando a ira dos outros motoristas que estavam logo atrás: a eles, não restou outra alternativa senão esperar. AutoPapo

O incidente ocorreu no shopping Westfield, em Londres. Como os funcionários do centro de compras não conseguiram mover o Tesla sem bateria, a única solução foi orientar os veículos que estavam atrás dele a voltarem de ré. O “detalhe” é que o estacionamento tem nada menos do que cinco andares.

No fim das contas, o veículo só foi removido após a chegada de uma equipe de assistência da própria Tesla. Os motoristas que estavam no local reclamaram sobre a demora nas redes sociais. Um deles, porém, lembrou que a autonomia dos carros da Tesla já supera os 600 km, culpando o proprietário do veículo que ficou sem bateria.

Rebocar um carro elétrico pode ser uma tarefa bem difícil. É que nem todos os modelos têm ponto morto. Pois é: como, nesses veículos, o motor proporciona torque imediato, os câmbios geralmente têm apenas uma marcha à frente e outra à ré. Isso sem falar nos mecanismos de recuperação de energia cinética associados ao conjunto mecânico.

Além do mais, também não é possível fazer um enxerto convencional na bateria, procedimento popularmente conhecido como “chupeta”. Nesse caso, o problema é a tensão de 12V dos carros convencionais é baixa demais para um similar elétrico.

Um Tesla da polícia ficou sem carga nas baterias em meio de uma perseguição em San Francisco, na Califórnia. Durante a perseguição, o veículo policial teve de parar e pedir reforços devido ao imprevisto. Contudo, o fugitivo conseguiu escapar. BRUNO IGNACIO DE LIMA – OFICINA DA NET

O suspeito era perseguido pela polícia de Fremont no seu Tesla Model S. O agente em questão, Jesse Hartman, foi surpreendido pelo aviso quando já só faltavam cerca de seis milhas para esgotar as baterias.

A adoção do Tesla Model S pela polícia de Fremont faz parte de um projeto piloto para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa pelas entidades públicas, e até então essa frota é a única nos EUA com um veículo da empresa de Elon Musk.